Setor da construção precisa de investimentos e “choque de otimismo”. A manutenção do bom desempenho do setor da construção – depois de ter enfrentado estagnação nos últimos 20 anos – depende principalmente das linhas de crédito prometidas ontem pelo governo, mas também de um “Choque de Otimismo” que permita manter o nível de atividade na cadeia da construção civil, na opinião do presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos de Cimento (Sinaprocim/Sinprocim), vice-presidente e diretor do Departamento da Indústria da Construção (Deconcic) da FIESP, José Carlos de Oliveira Lima:
“Embora tenhamos obtido um bom crescimento da construção nos dois últimos anos, o que é bom para o Brasil do ponto de vista econômico e social, é necessário que se mantenha o nível de investimento atual, sobretudo no âmbito do PAC e na continuidade do crédito. A manutenção e o reforço dessa agenda positiva poderão ser capazes de produzir efeitos anticíclicos que minimizem os impactos da crise sobre a atividade econômica no Brasil”, disse.
Prêmio Qualidade
Oliveira Lima, que presidirá, na próxima quinta-feira (6/11), a entrega do Prêmio Qualidade 2008, considerado o “Oscar da Construção”, na sede da FIESP, em São Paulo, também disse nesta quinta-feira (30/10) que um grande passo, que fortalecerá ainda mais o setor, é a proposta de “Política Industrial para a Construção Civil”, lançada pelo Departamento da Indústria da Construção (DECONCIC), da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP):
“Esse documento estabelece normas claras e objetivas para orientar o crescimento da construção civil rumo a um processo de inovação e capacitação de mão-de-obra que precisamos adotar neste momento de crise internacional, para superarmos essa situação”, explicou.










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