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Construção, Reforma e Decoração

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Coberturas: Normas Gerais De Execução 3

Coberturas Especiais

As coberturas especiais, quer quanto à estrutura, quer quanto ao material de recobrimento como abóbodas, estruturas lamelares de metal ou madeira, ardosia-as-bestos,  coberturas, pênseis, cimento, etc., devem ser objeto de especificação especial  para  cada  caso  particular.

Nestes casos, durante a  execução do projeto arquitetônico  ou antes da  contratação, deverão estar definidos todos os  detalhes da estrutura e  do sistema de  apoios, bem como deverão ser determinadas as cargas e esforços atuantes.

O fornecedor obrigar-se-á a entregar o projeto estrutural  e a memória de cálculo para  que  se possa fazer, a qualquer tempo, a verificação  das mesmos.

Na especificação especial que  será feita, para  cada  caso, deverá constar a listagem dos materiais e serviços de fornecimento do fabricante, seus  deveres,  obrigações  e  responsabilidades, bem como as normas adotadas  para a  execução e  acabamento.
Cobertura  Horizontal Pré-fabricada

São recobrimentos constituídos por elementos auto-portantes em  chapas de  aço  ou concreto protendido.

Este  tipo  de cobertura, quando usado, deve ser especificado à parte e acompanhar o detalhe do projeto.

Quando utilizadas  peças  pré-moldadas de concreto, estas deverão enquadrar-se dentro das Especificações referentes à Estrutura de concreto.

Telhas de Fibro Cimento  de Grande Perfil

( O uso do amianto está proibido, várias empresas já fabricam sem esse componente )

Os  recobrimentos com  chapas de fibro cimento de grande perfil, tipo Kalheta Delta, Kalhetão, Canalete  43 ou canalete 90, devem obedecer às  seguintes especificações:

a)     Na montagem de telhados sem sobreposição  longitudinal e nem uso  de cumeeiras deverá ser obedecida uma inclinação mínima  de 3% para  as peças com comprimento superior a 4,60 m, para peças com comprimento inferior, a inclinação mínima obrigatória será de 1%.

b)     Na montagem de telhados de  duas águas, sem sobreposição longitudinal, com uso de cumeeiras, para qualquer comprimento de peças, a inclinação mínima obrigatória é de 3%, utilizando-se uma cumeeira apropriada e aplicando-se um cordão de  massa de vedação entre as  peças de  cumeeira e cobertura.

c)     Na montagem de telhados com sobreposição longitudinal, com uso de  cumeeiras deverá ser obedecida uma inclinação mínima de  9% e um recobrimento longitudinal entre as peças de 20 cm; no caso de  telhados de duas águas, utiliza-se uma cumeeira  apropriada para  esta  inclinação.

d)     Nas  montagens com sobreposição, os cantos das ondas de  recobrimento  deverão ser        cortados em diagonal , a  fim de evitar o remote em  quatro espessuras.

e)     Para cada perfil, deverão ser  obedecidas  as recomendações do fabricante no que diz respeito a vãos livres máximos e balanços máximos e cargas  acidentais.

f)     O  apoio das peças sobre as  terças deve ser no mínimo de 6 cm, no sentido do seu comprimento; o apoio sempre deverá acompanhar a inclinação das peças.
g)     Nos arremates devem ser empregadas peças especiais, apropriadas para  cada caso, tais como cumeeiras, tampões, placas de vedação ou ventilação, etc.

h)      As peças devem ser fixadas à  estrutura do telhado com parafusos ou ganchos especiais para esta finalidade, fornecidos pelo fabricante.

i)     Deverão ser obedecidas as especificações do fabricante quanto à fixação das abas das peças.

j)     Os  cortes e  furos necessários deverão ser  executados com ferramentas adequadas.

Critérios de Medição

1. Estrutura de madeira com tesouras ou pontaletes;
Estrutura com arcos de madeira;
Estrutura de madeira em treliços;
Estrutura de ferro em tesouras, arcos,  treliços e pórticos.

Critério: medição pela água de projeção horizontal , calculada a partir do perímetro formado pelas peças externa destinadas a suportar as telhas - m2.

2. Estrutura de concreto armado, completada ou não  por  peças de peroba.

2.1- Elementos de concreto armado - valem os critérios já  estabelecidos em concreto  armado.

2.2- Peças de peroba - medição pelo volume real -  m3.

3.     Coberturas

Critério: medição pelos critérios adiante expostos, a partir de inclinação do plano executado.

3.1 - Cobertura planas - medição  pela área real - m2.
3.2- Coberturas com inclinação de 18% e 27% - medição pela área de projeção horizontal da cobertura, acrescida de 5%% (cinco porcento), ou seja, x 1,05 - m2.

4.     Domos de material acrílico

Critério: Adição  pela  área  de projeção horizontal,  calculada a partir do perímetro máximo da peça - m2.

Postado em: Coberturas & Caixas D´água em 27/07/2008

Coberturas: Normas Gerais De Execução 2

Estrutura de Alumínio

A presente especificação visa estabelecer os procedimentos, as normas e os critérios e cálculo a serem adotados nos projetos, na fabricação e  na montagem das  estruturas em ligas de  alumínio utilizadas para  suportarem cobertura e tapamentos verticais ou laterais de edificações.

O principal objetivo desta especificação, é fixar diretrizes gerais e condições mínimas a serem  observadas, o que significa que os estudos não deverão se limitar a estas  condições mínimas, mas sim,  sempre que for julgado conveniente, estender a análise mais  detalhadas.

O projeto, fabricação e montagem das estruturas de alumínio, deverão ser executadas de acordo com as normas da ABNT. No que forem aplicáveis,  deverão  ser obedecidas as prescrições  da NB-5: “Cargas para o cálculo de estruturas de edifícios” e da NB-14: “Cálculo e execução de estruturas  de aço”. Neste último caso são válidas somente as especificações relativas  as cargas e  efeitos de coação, esforços solicitantes  e outras de caráter genérico.

Em caso de emissão ou de comprovada insuficiência, serão empregadas  normas ou regulamentos de outros  países ou instituições, sendo especialmente recomendados os padrões da AA (aluminium Association), da ASTM (American Society  for Testing Materiais) e da DIN (Deutche  Industrie Norm), independentemente das prescrições acima,  a presente Especificação faz referências a diversas recomendações na natureza técnica ou prática.

Projeto Estrutural

Serão elaborados projetos básicos eu servirão  como orientação  tanto  no que diz respeito à concepção estrutural adotada, quanto com relação ao projeto arquitetônico.

Identicamente serão especificados os sistemas e os materiais de cobertura e tapamentos laterais.

Características das Ligas de  Alumínio

As estruturas são projetadas para  fabricação utilizando perfis, chapas e rebites de alumínio estrutural encontrados normalmente no mercado. As conexões e pegas de ligação  são executadas em aço galvanizado a fogo.

Perfis

Os perfis utilizados na fabricação de estruturas de alumínio  tem como especificações:

Normas Técnicas    Fabricantes
ABNT    AA/ASTM    DIN    ALCAN    CBA    ASA
664440    6351    Al, Mg, SI - 1    B 51 S    51M    6351

Têmpera T - 6: Tratamento térmico  de solubilização, seguido de  envelhecimento artificial.

Resistência Mecânica

Liga    Limite de Ruptura    Limite de Escoamento
ABNT    Mínimo
Kg/cm2    (*) Típico
Kg/cm2    Mínimo
Kg/cm2    Típicos
Kg/cm2
66440    2.950    3.130    2.600    3.020

(*) Os  valores típicos referem-se aos valores obtidos em ensaios mecânicos de resistência à tração.

Resistência à Correção: A liga  apresentada é resistente à correção normal e marinha, dispensando qualquer tratamento  superficial, até mesmo pintura.

Rebites

Os rebites utilizados na  fabricação  de  estruturas de alumínio têm como especialização:

Normas Técnicas    Fabricantes
ABNT    AA/ASTM    DIN    ALCAN    CBA    ASA
69260    6061    Al, Mag, Si,  Cu    65 S    65 M    69260

Têmpera: Obtém a resistência máxima por caldeamento durante o processo de rebitagem.

Resistência Mecânica
Liga    Limite de Ruptura    Limite de Escoamento
ABNT    Mínimo Kg/cm2    Mínimo Kg/cm2
69260    2.670    2.460

Chapas

As chapas utilizadas na fabricação de  estruturas de alumínio tem como  especificação:

Normas Técnicas    Fabricantes
ABNT    AA/ASTM    DIN    ALCAN    CBA    ASA
52820    5052    -    57 S    57 M    5052

Têmpera H - 38: Obtida por encruamento seguido de estabilização.

Resistência Mecânica

Liga    Limite de Ruptura    Limite de Escoamento
ABNT    Mínimo
Kg/cm2    (*) Típico
Kg/cm2    Mínimo
Kg/cm2    Típicos
Kg/cm2
52820    2.740    3.020    2.600    2670

(*) Os valores típicos referem-se aos valores obtidos em ensaios mecânicos de resistência à tração.

Conceito Estrutural

De acordo com as alternativas oferecidas pelo anteprojeto, as estruturas  serão rebitadas o ou parafusadas.

Os desenhos de perfis e os entreliçamentos serão conforme os  esforços determinados no cálculo.

Tensões Admissíveis

As tensões admissíveis adotadas no dimensionamento  das estruturas deverão  ser  tomadas de acordo com as especificações típicas  (entende-se por  típicos, os valores obtidos através de ensaios mecânicos), fornecidos pelas usinas produtoras de alumínio, e pela aplicação dos coeficientes de segurança  recomendados  no item seguinte.

Coeficientes de Segurança

Os coeficientes de segurança  recomendados em função da tensão ou  carga  são os seguintes:

Tipo de Tensão ou Carga    Fator
Tensão de escoamento ………………………………………………………….    1.65
Tensão de ruptura ………………………………………………………………….    2.00
Flambagem …………………………………………………………………………..    2.00
Cargas de colapso estabelecidos por teste ………………………………    1.75
.751.20
Flambagem local (que não conduzir  a colapso) ……………………….    1.20
Carga  de ruptura de  parafusos ………………………………………………    2.20

Na ocorrência de  reversão de  cargas, exceto sucção de vento ou  movimento sismico, as partes da estrutura e suas  conexões deverão ser projetadas para suportar a  carga máxima em cada sentido, mais de 50% de carga menor.

As estruturas sujeitas a efeitos  dinâmicos e  fadiga  serão calculadas com a consideração de cargas aumentadas em decorrência dos  referidos efeitos.

Determinação de Cargas

As cargas atuantes adotadas no cálculo serão conforme as especificadas no ante projeto, com relação aos materiais utilizados  na  cobertura, tipo de  iluminação  instalações elétricas e mecânicas, uso  do  forro, etc. Especial atenção será  dada  aos efeitos  do vento.

Sistema de Apoio das Estruturas

Os aparelhos do sistema de  apoio deverão ser especificados  e detalhados em função dos efeitos de dilatação e de deformação própria  da estrutura de alumínio e levando  em conta  as características próprias das demais partes da estrutura, em concreto ou aço, possíveis recalques de fundação, deslocamentos dos topos superiores das colunas  em  função de movimento  de pontes e efeitos térmicos.

Especificações de  Fabricação

Recebimento  dos Materiais

Perfis e chapas de Alumínio.

O recebimento dos perfis e chapas  de  alumínio para nossa  fabricação somente é  efetuado mediante a apresentação pela usina produtora, dos correspondentes certificados de análise e  propriedades mecânicas, relativas a cada lote embarcado.

Partes em aço

São recebidas de acordo com  as especificações da NB-14 da ABNT.

Todas as partes em aço são em seguida galvanizadas  à fogo. Um número significativo de  amostras  é submetido ao ensaio de preece, conforme NB-25 da ABNT, para  verificação da  qualidade de  galvanização e  aos ensaios de confirmação da espessura mínima de 70 microns da camada de  zinco.

Para o uso de porcas e parafusos de aço, substende-se que  estes tenham,  sido  convenientemente sem descascamento da  camada de zinco.

Marcações

As marcações são efetuadas com tinta própria de lápis,  não  sendo  admitidas  marcações com punção ou riscador, executados os casos onde marcação  vai ser cortada e eliminada ou no caso de marcação de dentro  dos furos.

Aquecimento

Em qualquer fase de fabricação somente  será permitido trabalhar com  material  à frio.

Em hipótese alguma será permitido o aquecimento, para a formação de juntas achatadas em tubos componentes  de treliças  nos  casos de  estruturas especiais, ou para o dobramento de perfis em estruturas planas.

Corte e Furação

São aplicadas  as especificações da NB-14 e  das outras normas recomendadas quando  a norma brasileira for omissa.

Corte

O material em liga de alumínio deve ser cortado em  serras de  alta rotação com número relativamente baixo de  dentes por polegada. Alternativamente pode  ser cortado em  guilhotina.

As superfícies de corte devem  apresentar-se lisas e livres  de  rebarbas.

Cortes reentrantes devem s er evitados sempre que possível. Caso necessário, as arestas dos ângulos deverão ser furados, a broca previamente.

Não é permitido o uso  de corte com maçarico.

Furação

Os furos para parafusos e rebites poderão ser puncionadas ou furadas a broca à dimensão final. No caso de puncionamento, não será utilizado se a espessura de metal for igual ou maior que o diâmetro do furo.

A  folga máxima dos  furos com relação  ao diâmetro nominal  dos parafusos  deve ser 1,6 mm.

Os furos para  rebites aplicados à frio não devem ter diâmetro  maior que  4% do diâmetro nominal do rebite adotado. Não é permitida a furação com maçarico.

Rebitagem

A rebitagem será o processo mais adequado à fabricação das estruturas, conforme as seguintes recomendações:

Os rebites em liga apropriada de alumínio serão do tipo cabeça esférica..

Os  rebites deverão ser  preferivelmente aplicados à  frio mediante a  utilização  de marteletes pneumáticas, ou processo mecânico-manual adequado.

A operação não deve causar massas ou amassamentos nos perfis ou chapas  de alumínio.

Os rebites deverão preencher  os furos completamente.

As cabeças dos  rebites deverão apresentar-se em posição concêntrica  com os furos e em  contato adequado  com a superfície  do metal.

Veja continuação no próximo post

Postado em: Coberturas & Caixas D´água em 27/07/2008

Coberturas: Normas Gerais De Execução 1

Os  telhados devem ser executados  de acordo com o projeto de detalhes, podendo sua estrutura ser de madeira, metal ou concreto armado.

No caso de estruturas de madeira, devem ser observadas a NB-11 e  as especificações do capítulo seguinte destas  especificações.

No caso de estruturas de aço, devem  ser observadas as normas estabelecidas pela NB-14 e as especificadas nos capítulos seguintes destas  especificações.

No caso  de estruturas de concreto, devem ser observadas  as normas estabelecidas pelas  NB-5 e EB-130 e as especificações dos capítulos seguintes  destas especificações.

As estruturas de talhados podem apoiar-se diretamente sobre as lajes (ou  vigas) de concreto armado de forma, as quais devem ser calculadas prevendo sobre carga.

Estruturas de Madeira

As estruturas dos telhados podem apoiar-se diretamente sobre as lajes (ou vigas) de concreto armado de  ferro, as quais devem ser calculadas prevendo tal sobrecarga.

O madeiramento dos talhados deve ser peroba rosa (ou peroba do campo), massaranduba ou na falta dessas, quaisquer outras espécies de madeira de primeira qualidade equivalentes, cuja aceitação fica a juízo da Fiscalização.

As terças só devem ser emendadas  noss  seus apoios sobre as asnas das tesouras ou sobre pontaletes, conforme o caso.

As ligações da linha da tesoura com as asnas e com o pendural devem levar estribos ou braçadeiras de ferro com parafusos e porcas de ajuste, podendo ainda, serem executados por meio de tábuas de peroba de 1”  de espessura, cavilha de Ipê  ou cabreúva  de  diâmetro máximo  3/4” no mínimo.

As  emendas eventualmente necessárias na linha de  tesoura , deve levar  sempre talas de chapa de madeira ou metal , fixadas com parafusos de ferro de ½” de diâmetro  mínimo, ou cavilha de ipê (ou cabreúva) de 3/4“  no mínimo.

As superfícies das sambladuras, conexões emendas devem ser tão simples quanto possível, apresentado perfeito contorno e permitindo satisfatória justaposição  das faces  de contato.

As estruturas  de madeira aparente, devem ser pintadas com  duas demãos de óleo ou tinta impermeabilizante (proteção contra a deteriorização  da madeira).

As operações objetivando ligações,  tais como perfurações,  escavações, rachaduras e frezamentos devem ser feitos a máquina, a fim de se obter perfeito ajustamento  das peças.

Deve ser rejeitada toda peça que apresente  nós,  rachaduras, brocas, empenamentos excessivos, ou quaisquer outros  defeitos que possam comprometer a resistência da  madeira.

Não se deve admitir, para tesouras  duplas, o emprego  de tala única, solidarizando  as  duas peças sujeitas a flambagem.

Estrutura de Aço

Todas as peças devem ser fornecidas à obra  com uma demão de tinta anticorrosiva sendo  a pintura final aplicada após a montagem da estrutura.

Nas coberturas com estruturas de perfis metálicos, deve-se observar os seguintes critérios:

1.     Cálculo dos  Esforços  Solicitantes

Neste cálculo, a ser feito de acordo com os princípios da  estatística das construções, devem ser consideradas as seguintes influências, além de outras que possam ocorrer em casos especiais: cargas permanentes, cargas acidentais  incrementos dinâmicos das cargas acidentais, temperatura, vento, atrito no apoio e deslocamento das fundações.

2.     Esforços

As tensões nas seções críticas de  estruturas  e nas ligações não devem ultrapassar as seguintes tensões admissíveis:

2.1. Compressão e Tração

A tensão admissível de tração ou compressão  para o aço  PA-42 deve  ser de 1.500 Kg/cm2.

2.2. Cizalhamento

A tensão admissível de  cizalhamento do aço PA-42 deve ser de 900 Kg/cm2.

2.3. Rebites

As tensões admissíveis para os parafusos devem ser: ao cinzalhamento 1.200 Kg/cm2 e à tensão 500 Kg/cm2.

2.4. Parafusos Ajustados

As tensões admissíveis para os parafusos dever ser: ao cinzalhamento 1.050 Kg/cm2 e à tração na flexão 1.000 Kg/cm2  .

2.5. Tirantes de Ancoragem

A tensão de tração admissível para que os tirantes de aço deve ser 1.000 Kg/cm2.

2.6.     Flechas Admissíveis
As  flechas admissíveis devem ser:

Terças com vão menor que 5 m:    1/200
Terças com vão  maior que 5m:     1/300
Outras vigas:            1/300
Vigas em balanço:            1/250

3.     Ligações

As ligações entre as diferentes peças componentes da  estrutura devem ser feitas por meio de rebites, parafusos e  solda.

4.     Ligações Rebitadas

O aço a ser empregado nos rebites, assim como os elementos básicos, tais como a forma da cabeça, comprimento bruto, furação e cravação,  devem obedecer ao  estabelecido nas Especificações Brasileiras PNB-14R.


5.     Diâmetro do Furo

Para efeito de cálculo, o diâmetro do  furo deve ser 1,5 mm maior que o diâmetro do rebite.


6.     Ligações Mínimas

Nenhuma ligação  deve ter menos que dois rebites. Numa linha de rebites, em direção  paralela aos  esforços, não  devem ser colocados mais que seis rebites só  deve ser permitido o emprego de duas linhas de  rebites em  abas  de cantoneiras maiores que 100 mm.

7. Ligações  Parafusadas

As ligações parafusadas devem ser feitas com parafusos ajustados, os quais só são permitidos para efeito de montagem. Todas as ligações por parafusos devem ser providas de  arruelas, não podendo os filetes ficar  em contato com os elementos a serem ligados.

8. Disposição Construtiva

A  menor espessura permissível nos elementos componentes de qualquer peça deve ser de 4,8 mm.

8.1.     Distâncias Mínimas

Devem ser observadas as  seguintes distâncias mínimas (d = diâmetro do furo):

Rebites    : 3,0 d
Centro de força    : 2,0 d
Do centro do rebite à borda na direção normal à força    : 1,5 d


8.2. Distância Máxima

A  distância entre  outros rebites não deve ultrapassar 6d ou 12e (e = espessura da chapa).

8.3. Ligações Soldadas

Atualmente  já não são discutidos  suas vantagens,  tendo em vista  a economia do aço e o  melhor aspecto estético das construções com peças soldadas.

AS costuras soldadas devem ter em todas  as superfícies uma zona de fusão livre, a fim de que não exista união  metálica em  todas as partes.

As costuras soldadas não devem ter em parte alguma, grandes incrustrações de escórias ou gases.


9. Execução

9.1 -     Recebimento do Material

O material  recebido na obra deve apresentar-se perfeitamente desempenado. Em qualquer caso, dobras acentuadas ou curvaturas  exageradas devem ser motivo  para rejeição.

9.2 -      Manutenção e Proteção

De modo geral, todas as partes de uma estrutura metálica devem ser de fácil acesso à manutenção. Quando o projeto envolver elementos que uma vez compostos  não sejam mais acessíveis, essas peças devem receber primeiramente meticulosa remoção de qualquer ferrugem incipiente, sendo pintadas  com duas demãos de pintura protetora, de aderência garantida e permanente e de preferência de  cores diferentes. Peças de estruturas que eventualmente posam estar em contato com escória , carvão, cinzas ou material  agressivo, devem ser protegidos com a  espessura  adequada de concreto ou outro material que exclui o contato daquelas substâncias com o aço.

9.3 -     Montagem

É necessário  apresentação de um plano  de montagem para estrutura em aço com vãos livres superiores  a 20 metros ou  sempre que  a  Fiscalização exigir.

Veja continuação no próximo post

Postado em: Coberturas & Caixas D´água em 27/07/2008

Alvenarias: Normas Gerais De Execução 2

Alvenaria de Pedra

Devem ser executada obedecendo à  dimensões, alinhamento e indicações do projeto e aos  detalhes referentes ao tipo de alvenaria projetada, no que se refere a cor, estrutura e tamanho  da pedra natural.

1. Alvenaria de Pedra Seca

O assentamento deve ser  efetuado de forma que as pedras individuais fiquem  firmemente engastadas, eventualmente por meio de encaixes de calhaus e  seixos, a fim de  formar uma  estrutura compacta. Em sua execução devem ser empregadas pedras  bem  acabadas, dispostas em fiadas, de forma a garantir sua estabilidade.

2. Alvenaria de Pedra com Argamassa

2.1     - Assentamento

A argamassa empregada na alvenaria de pedra deve ser de consistência úmida e de granulação, desde o concreto fino até a argamassa propriamente dita, segundo seu tipo de pedra e  tamanho de juntas previstas.

2.1.1.     Concreto úmido com resistência     c 28 dias de 2200 Kg/cm2.

2.1.2.     Argamassa de cimento e areia grossa (grão até o máximo de 6 mm) traço 1:4

2.1.3.     Argamassa de rejuntamento de cimento e areia fina, traço 1:3, eventualmente com impermeabilizante.

2.2     - Acabamento

2.2.1.     Aparelhada - apresentando forma  retangular, facetada a martelo cortante, juntas tomadas com a mesma argamassa e não excedendo 12 mm de espessura.

2.2.2.     Não aparelhada - apresentando tamanho irregular, feita toscamente a martelo, sendo as pedras  calçadas com lascas do mesmo material.

As espessuras das juntas terminadas não devem ultrapassar 1 cm. As rebarbas devem ser  tiradas a colher (ou no caos de parede à vista, devem ser rebaixadas com ferro em baixo  relevo). Devem ser colocados em linhas retas, horizontais contínuas e verticais descontínuas. As juntas verticais devem  ser completamente cheias com argamassa, usando-se para este fim os rebaixos laterais dos blocos.

Eventuais reforços horizontais ou verticais devem ser executados à medida em que forem sendo levantadas as paredes, aproveitando-se os buracos verticais ou peças especiais de blocos em forma de “U” para os horizontais. Deve-se proceder de tal maneira que os elementos de aço fiquem completamente envolvidos na argamassa ou no concreto, com cobertura mínima de 15 mm.

O assentamento deve ser feito com argamassa de cimento e areia média, traço 1:4  em volume, acrescentando-se 100 Kg de cal/m3.

Além das especificações acima, deve-se tomar cuidados especiais quanto ao seguinte:

a)     Encontro de paredes com pilares (prever  amarração);

b)     Chumbamento de batentes, caxilhos e rodapés;

c)     Rasgo para canalizações (elétricas e hidro-sanitárias);

d)     As paredes devem ter a espessura indicada no projeto, porém, nunca se deve contar o bloco para  atingir essa espessura.

Elementos Vazados

Quando a vedação parcial de vãos com peças pré-fabricadas, pode-se usar  três tipos de  elementos vazados.

a)     de Concreto;

b)     De cerâmica

c)     de Porcelana

Todos devem se  assentados com argamassa de cimento  e areis peneirada no traço 1:3. Quando as dimensões do vão assim o exigirem, deve ser  empregada ferro fino para  amarração.

As juntas devem ser tomadas com a mesma argamassa, fazendo-se o repasse e limpeza o mais prontamente possível após o assentamento.

Ao tipos, formas, dimensões, cores, etc. dos elementos vazados devem ser os  especificados no projeto de execução.

Blocos de Vidro

Os blocos de vidro devem ser assentados com  argamassa mista de cal, cimento e areia no traço 1:2:5, cortando-se  excesso  dágua.

Devem obedecer às seguintes regras:

a)     As juntas devem ter, no máximo, 12 mm de espessura;

b)     De cada quatro fiadas, recomenda-se a amarração dos tijolos de vidro à alvenaria, por intermédio de arame de  aço de 3,4 mm, sendo que nessas fiadas deve ser usada argamassa de cimento e areia.

c)     O assentamento deve ser efetuado em linha retas e contínuas, em ambos os sentidos; a prumo e alinhado; com  argamassa de traço em  volume de 1 parte de  cimento e 4 partes de areia média peneirada.

d)     O rejuntamento deve ser feito com argamassa de cimento brando e  areia de quartzo branca fina, traço 1:3 em volume.

e)     Eventuais esforços laterais ou  verticais devem ser absorvidos por vergas ou pilares de concreto armado e juntas elásticas no contato com os blocos (massa permanentemente plástica).

Critérios de medição
1.     Alvenaria de Elevação

1.1     - Alvenaria de Tijolos Maciços

1.2     - Alvenaria  de Tijolos Furados e Super-tijolos

1.3     - Alvenaria de tijolos cerâmicos Laminados

1.4     - Blocos de Concreto

1.5     - Placas de concreto celular

Critério: Medição pelas áreas de alvenarias, deduzindo-se, para vãos acima  de 1,70 m2, apenas o que  exceder a esse valor; vãos de 1,70 m2 não devem ser descontados. Para a parte estrutural que interfere nas alvenarias, as vigas devem  ser totalmente descontadas, bem como os  pilares com dimensões superiores a 0,40  m (na  secção) - m2.

2.     Alvenaria de Pedra

Critério: Medição a partir das áreas de alvenarias,  deduzindo-se  para vãos acima de 1,50 m2, apenas o que exceder a esse valor; vãos até 1,50 m2 não devem ser descontados. A seguir  determina-se o volume em função da espessura; interferências devem  ser totalmente descontadas - m3.

3 . Painéis de Elementos Vazados e Blocos de Vidro

Critério: Medição pela área real, deduzindo-se todo e qualquer vão - m2.

Postado em: Alvenaria em 27/07/2008

Alvenarias: Normas Gerais De Execução 1

Normas Gerais de Execução

As paredes de alvenaria  devem ser executadas de acordo  com as dimensões de projeto, nas espessuras de 0,25 m, 0,15 3 e 0,10  m para paredes externas e  internas respectivamente. As espessuras indicadas devem ser para paredes prontas, após revestimento.

Antes de iniciar a  construção da alvenaria de tijolos, os alinhamentos  das paredes externas e internas devem ser marcados  através de  cordões de fios de arame esticados sobre cavaletes; todas as saliências, vãos de portas e janelas, etc., devem ser marcados através de  fios a prumo.

Devem ser colocados tacos de madeira, com espessura mínima  de 5 cm, ranhurados ou trapeizoaidais, previamente imunizados para fixação das esquadrias  (portas,  caixilhos, rodapés d e madeira), sendo e no mínimo  para os  batentes e nos rodapés a  cada 0,50 m.

Sempre que possível e a critério da Fiscalização, as tubulações devem ser planejadas para  serem embutidas dentro das alvenarias, as quais devem  ser previamente montadas, para evitar a posterior abertura  de canais, sobretudo quando sua posição é horizontal.

Sobre os vãos de portas e janelas devem ser  construídas vergas de concreto armado, convenientemente dimensionadas, devendo ultrapassar a abertura do vão no mínimo em 15 cm nas paredes de ½ tijolo e 25 cm nas de 1 tijolo; em caso de cargas elevadas ou  grandes  vãos deve ser  feito  cálculo para dimensionamento das vergas.

No enchimento dos vãos nas estruturas de concreto armado, a execução da alvenaria da paredes, em cada andar, deve ser paralizada a uma distância de 20 cm de face superior das vigas ou lajes. O fechamento das paredes deve ser feito com tijolos maciços, inclinados  e bem apertados. Este fechamento só deve ser executado depois de  decorridos 8 (oito) dias desde a execução  da parede, sem interrupção.

Todo parapeito, platibanda, guarda-corpo  e parede baixa de alvenaria não apertados na parte superior, devem ser reforçados com cintas de concreto armado  convenientemente dimensionadas.

Todas  as  molduras e motivos decorativos com  saliências superiores a 3 cm devem ser preparados  em alvenaria de  tijolos ou em concreto.

As paredes  que repousam  sobre vigas contínuas devem ser levantadas simultaneamente, não sendo permitidos diferenças superiores  a 1,00 m entre as alturas  levantadas em vãos contínuos.

Nas estruturas mistas, as alvenarias devem compor o, sistema estrutural, sendo obrigatório o uso de argamassa mista 1:4:8, amarrações nos cantos e nos encontros por meio de pilares de concreto armado de 10 x 11 cm, independentemente da espessura da própria laje. Sobre esta cinta se apoiará a laje ou o entarugamento para  forros.

As concentrações de cargas  na alvenaria devem ser distribuídas por coxins de concreto armado somente quando não houver possibilidade de apoio das vergas em vãos inferiores  a 1,20 m.

Vergas, contravergas e cintas,  devem ser de concreto armado com 300 Kg de  cimento e 80 Kg de ferro por m3.

Os limites de trabalho à compressão  nas alvenarias devem ser os seguintes:

Material    Kg/cm
Tijolos comuns    5
Tijolos prensados    8
Alvenaria de pedra comuns com argamassa de  concreto    15
Alvenarias de  lajões    25
Alvenaria de blocos de concreto    38
Cantaria de granito    40

Alvenaria de Tijolos Comuns:

Os tijolos devem ser bem molhados na ocasião de seu emprego e assentados com regularidade, formando fiadas perfeitamente niveladas, prumadas  e alinhadas. A  espessura das juntas não deve ultrapassar 1,5 cm.

Salvo indicação em contrário no projeto  (inclusive  memorial), as alvenarias de tijolos  maciços devem ser com  argamassa de cal e areia mista no traço 1:4 em volume, com  adição de 100 Kg  de  cimento por m3.

Em  regra geral, não se deve executar alternativa de  tijolos cerâmicos em contato com a terra, sendo mais indicado o uso de  tijolos de concreto ou calcáreos. Caso isto  não seja possível, a alvenaria deve ser protegida com revestimento impermeável, obedecendo-se neste caso, as Especificações aplicáveis  ao  caso.

As fiadas devem  estar perfeitamente niveladas, alinhadas e  aprumadas. As  juntas devem ter a espessura máxima de 15 mm e  serem rebaixadas a ponta  de colher, para que o emboço adira fortemente.

Os tijolos furados de barro cozido deverão atender as especificações da  EB-20  da  ABNT e  serão assentes da forma descrita  acima, aplicável  aos tijolos maciços.

Para esse obter perfeita aderência entre a alvenaria de tijolos e a superfície de concreto à qual se justapõe  (inclusive as faces inferiores),  estas devem  ser chapiscadas com argamassa de  cimento e  areia no  traço 1:4.
Alvenaria de tijolos à vista:

As paredes de  tijolos cerâmicos à vista devem ser construídas com tijolos  laminados de primeira qualidade, tamanho comum, com dimensões uniformes e arestas perfeitas, assentados com argamassa  mista  no traço 1:4 em  volume e com adição de 150 Kg de  cimento por m3.

As juntas devem  ser  acabadas em baixo relevo, repassando com estilete de aço e ficaram perfeitamente uniformes em espessura, nível e  prumo.

As paredes duplas na espessura de 1 tijolo, devem s er executadas como duas paredes separadas de ½ tijolo  cada. A parede interior deve levar um reboco  de  cimento e areia no  traço 1:4 com adição  de impermeabilizante  no lado exterior e um ferro de amarração ? 3/16” cada m2, para uní-la com a  parede de ½ tijolo exterior, conforme  detalhe de arquitetura.

A face à vista deve ficar limpa e sem salpicaduras ou manchas de cimento e cal.

A eventual  limpeza e o repassamento das juntas devem ser executados o mais prontamente possível após o  assentamento dos tijolos à vista.

Alvenaria de Placas de Concreto Celular:

A execução desta alvenaria deve obedecer ao mesmo critério constante  das normas gerais, além das preocupações necessárias às qualidades especiais deste material.

Para evitar rachaduras nas paredes e nas juntas com a estrutura portante, devido à retração das placas, convém aguardar que a  argamassa para o  assentamento esteja bem seca, antes de se proceder às cunhagens vertical e horizontal, usando-se para as cunhas o mesmo material.

Tratando-se de  uma material menos resistente, deve-se eliminar os tacos de madeira, fixando-se as esquadrias  por meio de chapas dobradas, embutida nas juntas com argamassa de cimento e areia. Os rodapés podem ser fixados de modo convencional em tacos de madeira com argamassa de cimento e areia.

A argamassa para o assentamento varia de acordo com a qualidade de água  absorvida pelo material a ser empregado:

a)     Traço em volume: 1 parte de cimento, 3 de cal e 10 de areia média peneirada (grão máximo 6 mm).

b)     Traço em volume: 1 parte de cimento, 4 de areia média peneirada (grão máximo 6 mm).

A espesssura das juntas terminadas normalmente não deve ultrapassar 1 cm.

Deve-se proteção cuidadosa contra a  chuva.

Alvenaria de Blocos de Concreto:

Podem ser ocos ou maciços, sendo fabricados  nas espessuras de 10 cm, 15 cm, e 20 cm, com traço de concreto adequado à finalidade do  material.

A alvenaria de blocos deve receber o acabamento usual de emboço, porém as paredes externas necessitarão de  argamassa impermeabilizante para o revestimento, a fim de impedir a infiltração de umidade.

As espessuras das juntas terminadas não devem ultrapassar 1 cm. As rebarbas devem ser  tiradas a colher (ou no caos de parede à vista, devem ser rebaixadas com ferro em baixo  relevo). Devem ser colocados em linhas retas, horizontais contínuas e verticais descontínuas. As juntas verticais devem  ser completamente cheias com argamassa, usando-se para este fim os rebaixos laterais dos blocos.

Eventuais reforços horizontais ou verticais devem ser executados à medida em que forem sendo levantadas as paredes, aproveitando-se os buracos verticais ou peças especiais de blocos em forma de “U” para os horizontais. Deve-se proceder de tal maneira que os elementos de aço fiquem completamente envolvidos na argamassa ou no concreto, com cobertura mínima de 15 mm.

O assentamento deve ser feito com argamassa de cimento e areia média, traço 1:4  em volume, acrescentando-se 100 Kg de cal/m3.

Além das especificações acima, deve-se tomar cuidados especiais quanto ao seguinte:

a)     Encontro de paredes com pilares (prever  amarração);

b)     Chumbamento de batentes, caxilhos e rodapés;

c)     Rasgo para canalizações (elétricas e hidro-sanitárias);

d)     As paredes devem ter a espessura indicada no projeto, porém, nunca se deve contar o bloco para  atingir essa espessura.

Veja continuação no próximo post

Postado em: Alvenaria em 27/07/2008


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