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Construção, Reforma e Decoração

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Revestimento de Paredes: Normas Gerais De Execução 3

Laminado Melamínico

A parede deve ser revestida com argamassa de  cimento e areia 1:3, bem desempenada.

Quando o emboço  estiver perfeitamente  seco, o mesmo deve ser  convenientemente varrido, a  fim de eliminar possíveis grãos soltos, recebendo em seguida uma demão de líquido selador e impermeabilizante; posteriormente deve ser aplicada uma demão de adesivo de borracha sintética na parede e  na chapa a ser colada caracterizando-se esta  aplicação por batidas uniformes, a fim de possibilitar a correta colagem do revestimento.

Chapas Metálicas

São elementos  decorativos,  modulados, executados com chapas de aço inoxidável ou de outro metal em vários padrões.

Podem possuir acabamento brilhante ou texturizado nas  cores cromado, cobreado ou colorido, conforme esclarece o projeto.

São fixados em estrutura de madeira e esta é a pressa  à alvenaria.

A estrutura de madeira, constituída por  sarrafos de peroba de 2,5 x 5,0 cm, aparelhados, é ancorada à alvenaria através de buchas plásticas e/ou tacos de madeira. O espaçamento dos sarrafos será d e acordo com a modulação das placas metálicas, visto serem estas fornecidas em vários tamanhos.

A madeira a  ser utilizada deverá ter tratamento imunizante  contra cupim.

Critérios de Medição

1 . Chapiscados

Revestimento externo comum;
Revestimento da face interna das platibandas;
Revestimento externo rústico;
Revestimento grosso com cimento e areia 1:3;
Revestimento para pintura epoxi;
Revestimento interno comum em paredes
Revestimento da face  interior das lajes.

Critério: Medição pelas áreas chapiscadas ou revestidas, deduzindo-se, para vãos acima de 2,00 m2, apenas o que exceder este valor; vãos até 2,00 m2 não devem ser descontados; não considerar espaletas - m2.

2.     Revestimento Externo com Massa Raspada

Barra lisa de cimento sobre o emboço de cimento  e areia 1:4 ou sobre emboço 1:4/8;
Revestimento externo com pedras;
Estuque lúcido.

Critério: Medição p[elas áreas revestidas, deduzindo-se para vãos acima de 1,50 m2, apenas o que exceder este valor; vãos até 1,50 m2 não devem ser descontados; não considerar espaletes - m2.

3.     Revestimento Externo com Pastilhas

3.1     Panos em  geral  e faixas  com largura superior a 0,40 m - medição  pela área real, deduzindo-se todo e qualquer vão ou interferência  - m2.

3.2     Faixas com largura menor ou igual a 0,40 m - medição por metro linear, segundo a seguinte classificação:

Faixas até 4 cm        -    m
Faixas de 5  a 14 cm    -     m
Faixas  de  15 a 24 cm    -    m
Faixas de 25 a 40 cm    -    m

4.     Revestimento de Litofina

Revestimento com material de grés cerâmico esmaltado.

Critério: Medição pela área revestida (sem considerar faixas e espaletas iguais ou inferiores  a 0,30 m), deduzindo-se todos os vãos, mas acrescentando-se o dobro da área desenvolvida das faixas e  espaletas iguais ou inferiores a 0,30 m - m2.

5.     Revestimento em mármore

Revestimento com azulejos;
Lambrís de chapas de madeira, de tábuas macho e fêmea;
Revestimentos com laminado  melamínico.

Critério: Medição pela área, descontando-se todo e qualquer vão ou interferência, mas acrescentando-se a área desenvolvida  de faixas espaletas ou  dobras - m2.

Revestimento de Paredes: Normas Gerais De Execução 2

1. Mármore

As placas de mármore para revestimento devem obedecer aos desenhos de detalhes arquitetônicos fornecidos pela Fiscalização.

Ao parâmetros   de mármore devem apresentar superfície unifirme quanto à granulação e cor.

As placas emendadas, fissuradas e com cavidades ou fendas devem ser rejeitadas.

A espessura das  juntas não devem ultrapassar 1,5 mm..

Os perfis,  qualidade e colocação  do mármore devem obedecer às indicações dos  desenhos e detalhes a serem fornecidos  e o contido nas especificações.

Não deve ser  tolerada diferença de prumada superior a 5 mm em 5 metros, ou seja, 0,1%.

As peças de mármore devem  ser assentadas com argamassa  de cimento, cal e  areia no traço 1:1:3. Cada placa deve  ter, no mínimo, 4 grapas para melhor fixação.

Deve ser vedado o emprego de  substâncias alcalinas e caústicas para limpeza de mármores, os quais devem ser lavados somente com sabão neutro e água.

2. Mármore e Granilite

O material pré-fabricado em forma  de ladrilhos, deve  ser  aplicado conforme normas dos itens anteriores, no que couber.

2.1.     Aplicação In Loco

Quando o revestimento for executado na parede, na própria  obra deve corresponder exatamente à amostra  aprovada pela Fiscalização,  no que se refere à cor da pedra, do fundo, granulação e grau de  polimento.

O marmorite a ser usado nos revestimentos de paredes deve ser fundido no local, de  acordo com as indicações  dos desenhos, detalhes e as especificações que  seguem.

A execução deve ser feita por profissionais  habilitados  e capazes.

Nunca será usada grana superior a nº 2.

Placas de Pedras, Naturais  e artificiais.

Os serviços devem ser executados de acordo com os desenhos e detalhes do projeto de execução, no que se refere a tipo de material,  cor, disposição e tamanho das placas.

Na colocação das placas na parede previamente  aplicada, observar-se-á es seguintes condições:

1.     Somente  devem ser utilizadas peças aparelhadas,  caso não estejam especificadas no projeto.

2.     A colocação deve ser feita com  argamassa de cimento e areia  no traço 1:3 e rejuntada conforme especificações contidas no projeto.

3.     As placas podem  permanecer ao natural ou  serem polidas e lustradas com  equipamentos adequados  à superfície.

4.     Em qualquer  caso de revestimento externo  com pedras, o chapisco prévio deve ser grosso, com cimento e areia  1:3 e adição de impermeabilizante.

5.      O assentamento e rejuntamento deve ser feito com argamassa mista 1:4/4 (exceto nos casos de  junta seca).

6.     Quanto ao tipo, pode ser: arenito, granito,  pedra mineira, pedregulhos (tipo monolítico  ou placas granuladas), etc.

Lambrís  de Chapas de  Madeira Compensada

Devem ser fixados com  pregos sem cabeça sobre entarugamento de pinho 2,5 x 5cm, formando retângulos ou quadrados e  com área não superior a 0,30  m2.

Os pregos devem ser repuxados, cobertos e retocados com cera ou massa própria. O entarugamento deve ser fixado diretamente em tacos de peroba embutido na alvenaria. Estas chapas devem ser de  madeiras apropriadas, tais como: embuia, jacarandá, perobinha do campo,  etc.

Lambrís de Chapas Duras de Fibra de Madeira  Prensada com Acabamento Alquílico

A fixação e entarugamento devem ser executados conforme especificado no item anterior, ou no item anterior, ou por meio de presilhas especiais.

As chapas devem ser executadas com perfis de alumínio anodizado ou perfis plásticos, conforme especificações no projeto.

Lambrís de Tábuas Macho e Fêmea

As dimensões devem obedecer  ao projeto quanto ao tipo de madeira e acabamento.

Na colocação dos lambrís, devem estes serem pregados com pregos sem cabeça, em ripamentos de pinho com 5 x 2,5 cm, fixados em tacos chumbados na alvenaria.

O espaçamento das ripas deve  ser de 0,50 m aproximadamente.

Os serviços devem ser executados de acordo com os desenhos e detalhes do projeto de execução, no que se refere a tipo de material,  cor, disposição e tamanho das placas.

Na colocação das placas na parede previamente  aplicada, observar-se-á es seguintes condições:

1.     Somente  devem ser utilizadas peças aparelhadas,  caso não estejam especificadas no projeto.

2.     A colocação deve ser feita com  argamassa de cimento e areia  no traço 1:3 e rejuntada conforme especificações contidas no projeto.

3.     As placas podem  permanecer ao natural ou  serem polidas e lustradas com  equipamentos adequados  à superfície.

4.     Em qualquer  caso de revestimento externo  com pedras, o chapisco prévio deve ser grosso, com cimento e areia  1:3 e adição de impermeabilizante.

5.      O assentamento e rejuntamento deve ser feito com argamassa mista 1:4/4 (exceto nos casos de  junta seca).

6.     Quanto ao tipo, pode ser: arenito, granito,  pedra mineira, pedregulhos (tipo monolítico  ou placas granuladas), etc.

Veja continuação no próximo post

Revestimento de Paredes: Normas Gerais De Execução 1

Normas Gerais para Execução

Antes de  ser iniciado qualquer serviço  de revestimento, devem  ser testadas todas e qualquer canalizações ou redes condutoras de fluídos em geral, para  verificar a pressão recomendada para cada caso.

As superfícies a revestir devem ser limpas e molhadas  antes d e qualquer revestimento. A limpeza deve eliminar gorduras, vestígios orgânicos (limo,  fuligem, etc.), e outras impurezas que possam acarretar futuros desprendimentos.

As superfícies de paredes, sem exceção, bem como as superfícies aparentes de  concreto, devem  ser previamente chapiscadas com argamassa de cimento e areia 1:4, recobrindo-as totalmente.

Os revestimentos de argamassa (salvo o emboço desempenado), devem ser constituídos, no mínimo, de duas camadas superiores (emboço e reboco) contínuas e uniformes.

Deve  ser obrigatório o cobrimento das platibandas com chapas de ferro galvanizado ou alumínio,  com espessura fornecida pela Fiscalização e pingadeiras laterais,  seguindo a  inclinação previamente dada ao capeamento executado com argamassa de cimento e areia 1:3.

Nas juntas de dilatação, o eletroduto deve ser embuchado transversalmente com outro eletroduto de bitcla maior, ou  com  folga prevista para livre movimento.

As paredes internas que envolvam  sanitários, cozinhas ou outros compartimentos onde tenham sido aplicadas tubulações  de PVC, devem ser revestidas, na face oposta àquela em que se encontram essas tubulações , com emboço de cimento e  areia 1:3.

Os cantos externos verticais, executados em massa, devem  ser  obrigatoriamente protegidos por meio de cantoneiras de ferro ou de alumínio, até uma altura de 1,80, a contar do piso.

Argamassa

1.   Emboços

Os emboços só devem ser iniciados após a completa pega das argamassas de alvenaria e  chapiscos, colocação dos batentes e conclusão das canalizações embutidas e coberturas.

Os revestimentos devem apresentar parâmetros perfeitamente desempenados, prumados, alinhados e nivelados com as  arestas vivas.

No caso de emboço internos com argamassa de cal e areia, a  espessura dos mesmos deve ser, em média, de 15 mm; nos pontos em que a irregularidade da alvenaria  exija o emboço com espessura superior a 20 mm, deve ser adicionado cimento à argamassa, na proporção de uma parte de cimento para 25 partes e argamassa de cal e areia.

Os emboços externos devem ser sempre de argamassa mista !:4/12.

A  recomposição parcial de qualquer revestimento deve ser executada com pereição, a fim de que não apresente diferenças ou descontinuidades.

O cal existente, em pasta, para aplicação em  revestimento ou pintura, só deve ser usada pelo menos 3 dias após  a extinção e peneiramento a fim de evitar rebentações futuras.

2.     Rebocos

Os rebocos só devem ser aplicados  após a completa pega do emboço, cuja superfície deve ser limpa através de vassourinhas.

Os panos não concluídos no mesmo dia devem ter os bordos das massas completamente escarificados, a fim de dar  perfeita aderência e permitir continuidade da superfície.

As massas devem ser regularizadas e alisadas com régua e  desempenaderia, ficando com o aspecto uniforme e com parâmetros perfeitamente planos.

A espessura máxima admitida deve ser de 7mm.

Os rebocos devem ser executados após o assentamento de peitoris e marcos e antes da colocação de alizares, rodapés e lambris.

2.1     - Reboco Pronto

Deve ser empregado composto pré-fabricado, constituído de cimento branco e quartzo moído, de granulação média, sendo a granulometria dominante a da peneira nº 20, com parte da peneira nº 14 e impermeabilizante. Toda amostra deve ser submetida à aprovação da Fiscalização, sendo proibido o uso da lavagem ácida.

2.2     - Reboco Pré-Fabricado

Deve ser empregada a argamassa de boa  procedência, de fabricante conhecido e idôneo, com  acabamento liso, rústico ou fantasia, conforme especificada  no projeto.

A argamassa do material pré-fabricado deverá ser  aplicada sobre o êmboco úmido com colher de pedreiro e acabada com desempenadeira.

A espesssura da camada deve ser  de, no mínimo, 5 mm.

Não deverá ser empregado este material quando for notada qualquer alteração em suas condições básicas originais.

Revestimento Cerâmico ( azulejo )

Os revestimentos de azulejos, quando não especificados para cada caso particular, deve ter altura de nove  fiadas, com arremate boleado de meia peça e calha interna fazendo  concordância com a pavimentação, quando indicado no projeto.

Os azulejos, antes de ser empregados, devem ser submersos em água durante 6 horas ,no mínimo.

O assentamento deve ser executado com argamassa de cimento e areia (peneirada), com adição de 100 Kg de cal m3. Verificando-se que a alvenaria onde o azulejo será assentado  tem fraca rugosidade, esta  deve ser  chapiscada com a argamassa do traço 1:4 areia e  cimento.

A colocação deve ser feita com juntas de  menor espessura possível. Esta espessura nunca deve ultrapassar 1,5 mm.

As juntas devem  ser tomadas com  cimento branco e  alvaiade, na proporção de 3:1.

Antes da colocação dos azulejos, as paredes devem ser  fartamente molhadas , limpas com vassourinhas e  retirados  todos os  excessos de massa.

Os azulejos cortados para a, passagem dos canos e demais elementos das  instalações , não devem apresentar emendas ou  rachaduras.

Decorrido o 3º dia após o término do  serviço, deve ser verificada a perfeição da colocação, percutindo-se os ladrilhos e  substituindo-se as peças  que denotarem pouca aderência.

Os revestimentos de azulejos devem ser executados com cuidado especial por azulejistas peritos em serviço esmerado e durável.

Os azulejos devem se cuidadosamente escolhidos no  canteiro da obra, quanto à  qualidade,  calibragem  e desempeno, sendo eliminadas todas  as peças que demonstrarem defeitos de superfície, discrepância  de bitola ou empeno.

Normalmente os azulejos devem cobrir toda a parede entre o,  rodapé e o forro. Nos demais casos, sempre que possível, deve ser prevista uma altura  equivalente ao múltiplo inteiro de uma peça normal (p.e. 14 vezes 15 cm = 2.10 m). Normalmente as arestas salientes levam cantos externos boleados e  os  cantos internos acabamento vivo, evitando-se a  colocação de outras peças especiais.

Nas divisões sem teto o parâmetro terminará com uma fiada de azulejos boleados (caso não existam azulejos normais); a parte horizontal do muro também deve ser  revestida com azulejos.

Nas barras de azulejos que terminarem antes do forro, o reboco restante deve ficar à  superfície dos  azulejos, separado por uma ranhura fina, feita com a colher no ato do remate superior.

Ladrilhos

As especificações devem ser as mesmas usadas na execução de  revestimento de azulejos, mais o seguinte:

1.     Os ladrilhos (os hidráulica previamente molhados), devem ser comprimidos com o cabo da  colher e mantidos constantemente limpos.

2.     As juntas devem ser tomadas com pasta de  cimento (adicionando-se corante ou não) e não devem ser superiores  a 2 mm,  nem inferiores a 1 mm.

3.     Não  devem ser aceitos panos com abaulamento de reentrância maiores que 2 mm em um metro.

4.     Se os ladrilhos forem maiores que 50 x 50 cm, devem ser colocados como indicado no item E.25.22.35 - Revestimento com placas de pedra.

Devem ser executados por profissionais habilitados e capazes.

Antes da sua aplicação, a cerâmica deve  ser revisada uma por uma, eliminando-se todas as peças com imperfeições na  cor, cantos desbeiçados ou  desbitolados.

O gabarito para aferição do bitolamento deve ter uma tolerância máxima de 1,5 mm em  cada dimensão.

No revestimento de fachadas, imitando tijolos “à vista”, a altura deve ser dividida em  fiadas iguais, evitando-se assim corte na cerâmica. Para as arestas salientes devem  ser usadas peças especiais do mesmo fabricante.

As juntas horizontais  e verticais devem ser retilíneas, a  nível e a prumo; ambas contínuas ou em amarração  (segundo indique  o, projeto). Devem ter  espessura de 7 a 9 mm e  serem iguais quando de um mesmo pano.

Os  cortes das peças devem restringir-se ao mínimo e os cantos  devem levar um  emboço prévio com impermeável (p.e. SIKA  1) com  espessura máxima  de 20 mm.

Para assegurar a impermeabilidade da fachada, o parede deve levar um  emboço prévio com produto impermeábilizante.

A cerâmica deve ser assentada de  acordo com as seguintes prescrições:

1.     Antes da colocação, o emboço deve receber um chapisco no traço  1:4 com, no mínimo, 24 horas  de  antecedência.
2.     A cerâmica deve ter argamassa em toda a  sua extensão, com espessura de,  no máximo, 15 mm; sua colocação deve ter o  traço  1 de  cimento e 4  de areia média peneirada. Os ladrilhos devem ser comprimidos com o cabo da colher.
3.     A face exposta deve ser  imediatamente limpa e, no final do dia, lavado o pano executado.
4.     As juntas devem  ser imediatamente acabadas em baixo relevo e raspassadas com estilete de aço.
5.     A superfície acabada  deve  ficar completamente plana e a prumo, sem rebarbas.
6.     Não devem  ser  aceitos panos ou abaulamentos ou reentrâncias maiores que 2 m m por metro.

As especificações devem ser as mesmas usadas na execução de  revestimento de azulejos, mais o seguinte:

1.     Os ladrilhos (os hidráulica previamente molhados), devem ser comprimidos com o cabo da  colher e mantidos constantemente limpos.

2.     As juntas devem ser tomadas com pasta de  cimento (adicionando-se corante ou não) e não devem ser superiores  a 2 mm,  nem inferiores a 1 mm.

3.     Não  devem ser aceitos panos com abaulamento de reentrância maiores que 2 mm em um metro.

A colocação do grés esmaltado  deve obedecer às mesmas normas  da litofina, somente tomando-se precauções quanto ao rejuntamento que deve ser  tomado com argamassa de cimento branco, pó  de mármore e quartzo, podendo ser alisado a ferro ou não.

Veja continuação no próximo post

Revestimento de Pisos: Normas Gerais De Execução 5

Rodapés

Os rodapés de azulejo e cerâmica só devem ser permitidos quando executados com peças adequadas para essa finalidade e quando especificadas em projeto.

Os rodapés de marmorite devem ter  0,15 m de altura, concordando com o piso, em curva com raio mínimo de 0.03 m.

Os rodapés de madeira devem obedecer aos desenhos de detalhes  que devem dar os perfis e qualidade da madeira.

Os rodapés de madeira devem ser fixados às paredes por meio de tacos de  madeira devidamente imunizados com produto adequado e espaçados em 0,80 m  no mínimo.

A concordância dos rodapés de madeira com os de material diferente, bem como as guarnições de vãos de esquadrias  devem ser solucionadas pela  Fiscalização em  cada caso particular,  tendo em  vista os  desenhos de  detalhes.

A  aplicação dos materiais de rodapés deve obedecer às  normas  respectivas.

Os rodapés de  mármore, quando colocados em concordância com o azulejo,  devem possuir rebaixo para melhor acabamento. Nos  demais casos, devem ser somente 0,6 cm  de  saliência em relação à parede  que o convém.

Soleiras

O encontro de duas pavimentações diferentes, salvo a especificação especial em contrário, deve ser arrematado com friso de latão de 1/8” de espessura, nivelado com piso e correndo exatamente por baixo da folha da porta, quando fechada.

Nas portas externas, quando não houver especificação em contrário, devem ser de mármore branco nacional com 0,03 m de espessura, largura mínima de 0,20 m, tendo lateralmente entradas de 0,03 m.

Qualquer seja o material, deve formar um balanço mínimo de 0,025 m com o pano da parede acabada.

Quando as soleiras forem de cerâmica, devem ser empregadas peças adequadas tendo uma face boleada e pingadeira.

As soleiras acabadas com massa devem ser alisadas com colher, empregando-se o traço 1:3, e sendo a espessura do capeamento superior a 0,01 m.

Quando o capeamento for colorido, deve ser empregado corante na argamassa, não sendo permitido seu emprego apenas na superfície de acabamento.

Em ambientes contíguos e de mesmo nível, deve ser adotado o seguinte critério para as soleiras internas: se os dois forem da mesma natureza, a soleira também o será; se forem de naturezas e diferentes, a soleira deve ser do mesmo material do piso do ambiente que a contém.

Peitoris

Nos peitoris deve-se tomar cuidados especiais para  que os ladrilhos tenham pingadeiras salientes e espaço para a massa  permanentemente plástica.

No exterior, o  caimento mínimo deve ser de 10%  e interior  de 2%.

1.     Peitoris Externos

Devem ser assentados com argamassa de  cimento e areia 1:4, com saliência  de 2 cm para pingadeira e inclinação para for  de  10%.

2. Peitoris Internos

Devem ser  assentados com argamassa de cimento e areia 1:4 com saliência até 1 cm e penetração lateral de 11,5 cm no revestimento.

3. Capeamento de Guarda-corpo para Escadas, Terraços, Etc.

O assentamento com argamassa  de cimento e  areia 1:4  pode ser executado com  os seguintes materiais.

3.1     Com  lajotas cerâmicas de 15 cm, boleadas nos dois  lados.

3.2     Com lajotas cerâmicas de  30 cm, boleadas nos dois lados.

3.3     Com mármore branco - largura 18 cm e espessura de 3 cm, cantos arredondados.

3.4     Com granilite - espessura 2,5 cm e largura 18,0 cm, cantos arredondados, podendo o  granilite ser fundido no local.

3.5     Com granito polido natural, largura  de 18 cm e espessura de 3  cm.

3.6      Com arenito polido: especificações iguais às anteriores.

3.7      Com capa de perfil de  alumínio, colocados sobre contramarcos de  ferro ou alumínio, já  perfeitamente alinhado e nivelados.

Critérios de Medição
1.     Critério Geral para Rodapés

Medição pelos comprimentos reais.

2. Critério Geral para Degraus e Soleiras

Medição por metro linear  (m) de degrau,  estando  nele incluídos o piso e o espelho de degrau -  m.

3.     Critério Geral  para Capeamento do Guarda Corpo

Medição  pelos comprimentos  reais em metros.

Revestimento de Pisos: Normas Gerais De Execução 4

Pisos de Placas de Aço

Para solicitação a pancadas  fortes e  calor intenso ( p.ex. oficina de laminação  fornos entre outros ), onde nenhum  material convencional teria condições  de  resistir,  deve-se colocar placas  de aço (eventualmente  com zincado térmico, no caso de existir  agentes químicos).

A laje de concreto da base  deve estar  construída para agüentar o peso morta e as pancadas. Sobre  ela  estende-se a argamassa de 300 Kg/cimento/m3 de  areia consistente , devendo a  espessura da mesma depender do tamanho das asas e  ancoragem  das placas.

As juntas  entre  as placas não devem ultrapassar 5 mm.

Conforme for avançado a colocação,  deixa-se  limpa  a superfície e as  juntas  ligeiramente rebaixadas. As placas sem zinco devem ser  ligeiramente engraxadas após a cura,  que durará de  2 a  3  semanas.

Salvo  indicação contrária em projeto, as placas  deverão ser de fabricação  da  Mangels, tipo  Maxipiso.

Pisos de Pedras e Concreto

1.  Piso Pavistar

São paralelepípedos de concreto para ruas, pátios, passeios, depósitos,  etc. sem piso falso. O leito  deve ser previamente compactado em profundidade. O assentamento é  feito sobre  coxim  de areia,  alinhado nos dois  sentidos,  compactado com vibradora, podendo ser rejuntado com asfalto.

Tipo    Médio    Leve     Pesado
Dimensões    20 x 20x 5 cm     20 x 20 x 7 cm    24  x 12 x 10 cm
Sobrecarga    Até  3 t/m2    Até  3 t/m2    Até  2 t/m2
Aplicação    Passeio    Rua,  depósito    Trânsito pesado  e alta  velocidade

Não tendo amarração lateral, o, pavimento é  removível e re-usável.

2.  Piso Stelcon

São placas  de concreto,  especialmente usadas  para depósitos em  solos de pouca resistência. Nas dimensões entre 1,50  x 1,50 m e 2,00 x 2,00 m, com espessura aproximada de 115 cm, duplas  cantoneiras  em L 1 x 1/2 “  x 1/8” na parte  superior  e furos para garras , de  preferência pré-fabricados de  concreto com pedra de argila expandida.

A  colocação é feito sobre o  solo previamente compactado, com coxim de areia e  com um  guincho.

Não possui  amarração lateral,  sendo removível para  reajuste.

3.  Piso  de Paralelepípedos

Ver  especificações dos materiais e caracteristicas de cada solo.

Granito Natural, Marmorite, Cacos De Mármore, Placas De  Mármore, De  Arenito, Mosaico Português

1. Granito Natural

As placas devem ser  assentadas com argamassa  de  cimento e areia 1:4, com 100  Kg de cal por m3 e já devidamente polidas e com  arestas perfeitamente esquadrejadas.

Deve-se respeitar toda e qualquer peça empenada, brocas ou outros defeitos que interfiram na  resistência do material.

A  espessura do piso deve variar entre 2 e 4 cm,  conforme sua utilidade.

Pode ser: preto tijuca  (levigado ou polido)
Cinza (levigado ou lustrado)
ouro velho (levigado ou  polido)
verde ubatuba

Logo que  seja  entregue o serviço, este deve ser protegido contra impactos e passagem de pessoal,  com  uma camada  de aniagem envolvida em  gesso.

2 . Mármore

Os pisos  de mármore devem obedecer estritamente às indicações contidas nos desenhos de detalhes ou nas especificações complementares.

A declividade para escoamento de água, quando for o caso, deve ser determinada nos desenhos  de detalhes ou nas especificações complementares.

Os pisos devem ser entregues perfeitamente polidos a máquina com esmeril e lustrados com sal de azedas (oxalato de potássio) e cera incolor virgem ou com chumbo, conforme indicado em limpeza geral e nos pisos de mármore.

A colocação deve obedecer  às especificações do item E.25.25.10 -1.

3.  Marmorite

Os pisos de marmorite devem obedecer  às disposições contidas nos detalhes que acompanham cada projeto ou nas especificações  complementares quanto à colocação, formato de painéis, granulometria e qualidade do mármore a empregar.

O tamanho dos painéis não deve ser inferior a 1,00 m.

As juntas devem ser de latão ou plástico, com dimensões  adequadas para cada caso, não podendo, entretanto, ser inferiores a 1,0 mm de espessura e 2,5 mm de largura.

As superfícies a pavimentar, depois de limpas e molhadas, devem ser regularizadas com uma camada de base  de argamassa no traço 1:3, com espessura variável em função da granulometria do mármore triturado, porém nunca inferior a 0,012 m.

Sobre a camada da base é lançado o composto de marmorite, o qual deve ser bem espalhado, comprimido  e batido, podendo-se semear marmorite triturado na superfície, a  fim de diminuir o espaçamento entre os grãos.

A seguir a superfície  deve ser comprimida com rolo de 50 Kg no mínimo e alisada  com régua metálica e  colher.

Decorridos oito dias, dá-se o primeiro polimento a máquina, com  esmeril nº 40 e 120, sucessivamente.

Havendo falhas, estas devem ser corrigidas com marmorite igual ao usado porém mais claro, a fim de  se  evitar diferenças devido à  descoloração.

Procede-se então, o novo polimento a máquina, com esmeril 120, e lustra-se com  sal de azedas (oxalato de potássio)..

4. Cacos de Mármore

Tamanhos irregulares, na espessura de 2 cm, sobre lastro de concreto regularizado com argamassa de cimento e areia 1:4. As juntas de dilatação e acabamento  de piso (estucamento, polimento a  máquina, etc.) devem seguir as especificações de piso de marmorite, no que couber.

As juntas de dilatação podem ser de latão ou plástico  na medida de 3/4” x 1/8 “.

5. Placas de Arenito

Devem ser assentadas com argamassa de cimento e areia 1:4, juntas tomadas com a mesma argamassa. O terreno deve ser previamente regularizado, fortemente apiloado e  depois receber uma camada de concreto com a resistência de 150  Kg/m2.

A espessura mínima das placas deve ser  de 3 cm.

Podem  ser brutas, regulares, esquadrejadas ou polidas.

6. Placas Prensadas de Mármores

As lajotas de granito ou mármore pré-moldadas, são prensadas hidraulicamente nas dimensões de 25  x  25, 33 x 33 e 40 x 40 cm.

O material deve ser fornecido já polido, sem empenamentos e arestas vivas e sem desbeiçamentos.

As lajotas devem ser prensadas hidraulicamente com o mínimo de 200 t e em sua constituição as granas devem ser de mármore ou granito nos tamanhos especificados no projeto.

A argamassa de base deve ter, na sua composição, areia  ou pó de  pedra e cimento na proporção de  1:3.

A capa da peça é formada com argamassa de  cimento branco ou comum com granas 00,  1,2,  3 e 4 na proporção de 1:2,  conforme especificações.

A argamassa de colocação deve ser no traço 1:3 de cimento e areia com adição de 100 Kg de cal por m3 de  argamassa.

O assentamento das lajotas deve ser  feito em toda a extensão da lajota, sem deixar nenhum vazio e  com juntas  de no máximo 1,5 mm.

O rejuntamento deve ser executado com cimento branco após 48 horas desde a colocação, não  sendo permitido o  tráfego sobre o piso neste período.

Após concluído o  serviço de colocação, as lajotas  devem ser polidas  para retirar algum excesso de argamassa ou saliências que resultarem na colocação.

A limpeza deve ser feita, de preferência, com sabão neutro ou detergente em pequena proporção. Os detergentes utilizados não podem conter ácidos ou soda. Logo após , o piso deve ser encerado e lustrado.

7. Mosaico Português

As pedras de basalto (preto) e calcáreo (branco) devem obedecer, em seu assentamento, aos desenhos  apresentados.

As juntas devem ser uniformes e a superfície perfeitamente plana.

Quando a base for de  saibro, o mosaico deve  ser assentado diretamente sobre ela.

Quando for de concreto, o assentamento deve ser  feito com argamassa seca, de cimento e areia, traço 1:3, aplicado  à base e molhando-se durante  a sua execução.

O mosaico deve ser coberta por uma  camada de areia fina que deve ser  molhada durante os primeiros cinco dias.

Critérios de Medição

1. Critério Geral para Pisos

Salvo os pisos indicados abaixo (itens 2  e  3), a  medição dos pisos em geral deve  ser feita pela área real - m2.

2. Capeamento com Argamassa de Cimento e Areia 1:3

Medição pela área calculada, não se descontando interferências iguais ou inferiores a 0,30 m2, acima de  0,30 m2, deve ser descontado apenas o que exceder esse  valor - m2.

3. Piso plástico Monolítico

Medição pela área calculada do piso, acrescentando-se a área proveniente  do desenvolvimento real do  rodapé - m2.



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